Rota 173

Localizado em um complexo demográfico rodeado de montanhas e ruas calçadas por paralelepípedos provenientes de suas próprias pedreiras. Tem ouro no nome, mas pode crê é ouro de tolo. Esse blog foi criado para que os integrantes do Clã Rota 173,no qual tem como objetivos frequentar eventos e festivais de rock'n roll; fazer viagens com foco em diversão; observar os transeuntes e incorporar bordões; postar seus textos, fotos,vídeos, e quaisquer outras "bestages" que estiverem a fim.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Rock N Roll no Bar do Neu - 21/01/2012

Pedimos desculpas à  galera do Light Of  Mercy , por não tirarmos fotos
da banda é que chegamos atrasados ao evento. 
Marquinho, Bocão e Márcio Matos, o trio Cerveja!


Bocão oferece a 4° música para o " Guinardinho do zoro"

Dá um Ré aí Marquinho!

Thiago, que mãozinha é essa?
Animação da galera no evento!!!
E Bocão oferece a 5° música para o "Guinardinho do Zoro".


Dançar pra ganhar Din Din 

Invasão da galera no palco


Rock N Roll Yeaaaaah!!!!!
Galera 

Toca aí Emílio... vai tirar memo?

Vandão mandando um Deep Purple




Amiga do Vandão ( não lembro o nome), Linard e Vandão Montila

Boto fé!!!
Boto fé II


Guido expressa sua alegria pelo rock´n`roll

Edinho, amigo das antigas - Nem reparou que a esposa já tava
olhando de cara feia.

Atacando de Fredie Mercury!!!

O Cigano tava lá também!!!

Bar du Neu - Arte e Música de qualidade

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Análise do discurso Mensagem subliminar na letra do sertanejo universitário

Análise do refrão da canção "Seu Astral"

Eu viajei no seu olhar,
no teu sorriso, nos teus segredos.
Eu descobri o que é amar,
pelo toque dos seus beijos.

 No refrão acima notamos que o eu-lírico está amando uma pessoa. Se analisarmos a letra a fundo descobrimos quem é a pessoa amada pelo eu-lírico.
Vemos que o encontro de lábios já se denomina beijo, portanto não pode ser um toque. Notamos também que segredo não rima com beijo e sim com dedo, já que o encontro de dedos com alguma coisa chamamos de toque.  Por essa teoria teremos então:

Eu viajei no seu olhar,
no teu sorriso, nos teus segredos.
Eu descobri o que é amar,
pelo toque dos seus dedos.

Analisemos agora o 1° e o 2° verso "viajei no seu olhar e no teu sorriso" o eu-lírico parece ter um pouco de receio pelo olhar e pelo sorriso da pessoa a quem fez os versos. Imaginemos, quem usa o toque dos dedos é o médico proctologista e esses são famosos pelos seus olhares e sorrisos "maquiavélicos". Concluindo, o eu-lírico da canção se apaixona por um médico proctologista na hora de seu exame de toque.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Na carta um amor incompreendido.

Bão, vo contar pro cêis um causo que num intendi. Escrivi uma carta mai num recebi uma resposta. Na verdade verdadera memo quem escreveu foi meu primo Aderbal fio de minha madrinha Marieta. Escoí ele porquê é o único dotô na famia, ai fui falando i ele escreveno tudin. Ficô que uma belezura de carta. E ôia que eu nem tinha salgado o galo, porquê se não eu ia é emendar os bigodes aqui na minha biboca. Mai só num intendo de num te resposta, ficando assim vai acabar no caritó. Ôia a carta ai:

De: Roberval do Tião Porteira

Para: Francisca da Conceição

“ Meu amor:

Você faz parte da minha existência, é como as minhas pedras nos rins, e que com muito esforço consigo expelir umas em forma de coração.

Sabe aquele frio de inverno, e mesmo assim tenho que ir para o curral, para o retiro de leite, às 5 da manhã. Meu único calçado é um sapatão velho, com a sola gasta, e o que é pior: ele é dois números menores que meu pé, o que faz doer ainda mais minha unha encravada. Aquele frio que congela até o muco nasal. Vejo as vacas que acabam de defecar, não resisto ao ver aquelas fezes soltando fumaça de tanto calor, tiro meu velho calçado, assim mergulhando meus pés, o que aquece meu corpo. Estou lhe contando isso meu amor, porque para mim você é como o calor das fezes de vaca que aquece aos meus pés.

Aquele dinheiro que ganhei vendendo o que colhi de minha plantação de inhame, usei para comprar lindas flores, iguais àquelas que as mulheres carregam na semana santa. E essas flores são para ti. Meu amor.

Lembra daquela torneira, do tanque de lavar roupa, que estava estragada? Pois então, em vez de consertar, resolvi serrar a ponta e fazer uma bela aliança de compromisso. E até colei com cola tenaz uma pedrinha em forma de coração. E fiz tudo isso por amor.

E se você acha q não sei o que é amar, esta muito enganada, pois vou lhe dizer o que é amor:

O amor é dedicar à alguém, mais do que você dedica a sua cerca que todo ano tem que trocar o arame enferrujado.

É você dar carinho a uma pessoa, mais do que você da ao seu cachorro perdigueiro que pegou sarna e tem que banha-lo todos os dias.

É ser cavalheiro, puxar a cadeira para ela sentar, evitando que se machuque com a farpa da perna da mesa. Estender a mão para ajudá-la a descer da charrete, e em dias de chuva carregá-la no colo, para não se sujar no barro e ter que tomar banho novamente. Se propor à fazer a janta quando ela esta cansada, tomando conta da cozinha, preparando um delicioso cozido ou um virado-de-banana.

É ter uma noite romântica sentados no terreiro do fundo da casa, olhando para as estrelas, admirando o brilho da lua-cheia. E escutar umas modas de viola caipira no radio à pilha, que foi comprado na barraquinha de eletrônicos da quermesse da festa da padroeira.

Amar alguém é querer passar mais tempo ao seu lado, do que passo com meu canivete e a palha de fumo.

E com essa definição de amor que me declaro para ti, e termino esta epístola lhe dizendo: amo-te!"

(N. do E.): Caro leitor, a interpretação deste texto pode ser vista com preconceito, maldade, mas a tentativa é de mostrar um homem simples do campo, no qual descobre o amor em pequenos fatos, a sua humildade pode ser alvo de anedotas, mas seus sentimentos são puramente verdadeiros e que talvez por vaidade o leitor deixe de perceber.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Passar



O jogador passa a bola, o juiz passa o cartão, o aluno passa a cola, o professor passa o sermão, o paraguaio passa a muamba, o brasileiro passa pela ponte da amizade, a Federal passa a caneta, Sílvio Santos passa ou repassa, Lagoa Azul passa na Sessão da Tarde, Toquinho e Vinícius passam uma tarde em Itapoã, o homem passa a noite fora, a mulher passa para casa da mãe, o menino passa o tempo no passatempo, a dona de casa passa roupas, os políticos passam a mão no dinheiro do povo, o povo passa dificuldades, os somalianos passam fome, os americanos passam bem, os baianos passam o dia na rede, Putin passa por testes nas urnas, a garota passa bronzeador, os banhistas passam mal, as crianças passam anel, o viciado passa a bola, as horas não passam,os jovens passam a noite na gandaia, o jogador de cartas passa a vez, Emílio passa de fase, passa para o quarto e passa raiva, Ripley passa por Dickie, o trem passa pelo túnel e eu passei o dia pensando bobeira.
Todo mundo  passa por alguma coisa na vida, mas nem tudo é passageiro, temos o motorista e o cobrador.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Chega!!!!

Estou cansado de ficar cansado aos domingos. É um dia muito cansativo. Chato. Detestável.
Bom eu digo isso porque não gosto de futebol, não gosto de televisão e não tenho mais idade de criança, ou seja, mães parem de mandar convitinhos de aniversário aqui para mim. Porque todo domingo tem uma festinha de criança, poderia ser na segunda-feira ou terça, pelomenos em um dia que a criança mete aula. Já perceberam que criança odeia escola, e já perguntaram o por que? Uma resposta simples, é porque existe os domingos.
Uma coisa é interessante, todo domingo tem cara de domingo.
Outra coisa que eu não aguento mais é comer frango aos domingos. Sempre foi frango. Chegaaaaaa!!!!!!!
Pode ser Pascoa, Natal, dia das mães, dos pais, de todos os santos, centenário do Major, é frango!
Depois da missa, antes da missa, na janta, no viradinho da madrugada, no cozido da tarde, frango!
Já até pensei que o mundo acabaria em frango...e assado ainda!
E aqui termino meu desabafo com a boca cheia de frango que sobrou de domingo.
Chegaaaaaaaaaa!!!!!

Emílio do Zezé do Zé Vergino

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pedro de Lara - Frases

“Ser humilde é uma boa qualidade, porém, humildade de mais é imbecilidade.”

“É burro de mais quem dá topada e cai pra trás.”

“Geralmente quem faz macumba, pagará tudo na tumba.”

“Mais tarde ou mais cedo, que se cuide o Macedo.”

“Viemos da bosta, carregamos a bosta, vivemos a bosta, quem nega ser bosta é muito mais bosta.”

“O filho muito animado, tem tudo para ser viado.”

“Os que bebem para esquecer, só se lembram de beber.”

“A mulher muito bonita é a chave do pecado. Muito feia é pecado olhar pra ela.”

“Deus não comete engano, mesmo assim, fez o ser humano.”

“Tudo, tudo, tudo isso, não passa disso tudo!”

“Tudo filho da puta, pensa que todo mundo é filho da mãe dele.”

“Quem pula sem medir distância, não pode se queixar do barranco.”

“O viado pode ser ilustre, genial e educado, mesmo assim é viado.”

“Quando o pobre se casa com rico, tem na mente: tu vais e eu fico!”

“Quem viu e fez que não viu, vá pra puta que pariu!”

“O filho quando não presta, é espermatozóide estragado.”

“O dinheiro será sempre o padroeiro de qualquer religião.”

“O sangue azul, dispensa comentários. Reis, Rainhas, príncipes, princesas, condes, condessas e muitos vasos sanitários.”

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A Grande Surpresa



     Silvana, moça bonita, bem apanhada, casada há uns três anos com Zé Roberto; sempre teve fantasia de fazer amor com outro homem. Não era por falta de amor por parte de seu marido e nem porque não tinha amor por ele, era muito amada e o amava demais, o que sentia era involuntário, quando tinha esses pensamentos obscenos sofria muito. Nem comentava com ninguém, temia o comentário das pessoas e a reação do marido que a tratava com muito carinho a cercava de muita pompa e luxo. Isso não passa nem de longe pela cabeça de Zé Roberto, vendo Silvana assim toda fiel e prestativa guardando bem seu segredo no mais íntimo de seu ser.
     Zé Roberto não entendia porque sua vida amorosa não ia muito bem. Tudo o que fazia não dava resultado, Silvana apesar de parecer fogosa o marido percebia que ela fingia na hora do ato amoroso. Certo dia, ao entrar no quarto, ouviu Silvana pensando em voz alta: “O Zé podia fazer uma surpresa boa qualquer dia desses”. Zapeando o controle Remoto, concluiu: “Esta Tevê não tem nada que preste!” E desliga a tevê. Zé Roberto nem terminou de entrar no quarto, saiu. Saiu com um pensamento: “Se é uma surpresa que ela quer, é isso que vou fazer!”
     Perto do aniversário de Silvana Zé Roberto pediu-lhe, logo de manhã, quando saiu para trabalhar, para que ela comprasse alguma bebida logo cedo, que ele teria uma surpresa para ela qualquer dia desses. Ele preparava a surpresa.
Silvana deu um pulo de alegria, deu um beijo em seu marido e logo que o ele saiu, também saiu para a tal compra.
     Demorou um pouco no mercado, não quis se apressar estava muito contente para isso. Comprou algumas besteiras: champanhe da qual estava acostumada a beber em festas, algumas cervejas e, não se sabe por que, comprou um maço de cigarros, pois ela e o marido haviam parado de fumar a algum tempo.
      Vagarosamente foi para a casa. Estacionou o carro. Pegou a compra e foi abrir o portão. Notou que o portão estava aberto, estranhou, pois jurava que havia fechado quando saiu. Percebeu algo estranho, mas não ligou. Ao chegar perto da porta, viu que estava aberta. De imediato pensou: “Será que o Zé está em casa?” Ao chegar no quarto quase derrubou a compra no chão. Silvana viu um rapaz de camiseta regatas com uma chave de fenda na mão. O rapaz também se assustou, mas prontamente falou: “É a surpresa que seu marido preparou!”
     Silvana ali parada na frente daquele rapaz. O mesmo rapaz que vinha em seus sonhos libertinos, nos quais ela traia seu amado marido e depois chorava arrependida. Estava ali, pensou Silvana, será que o Zé adivinhou? Será que é verdade? Será...? Será que ele me ouviu falando? Mas eu nunca falei! Será...?
      No meu deste turbilhão de perguntas, excitada pulou nos braços do rapaz que assustado tentava repelir suas investidas. Silvana não percebia e foi logo rasgando a camisa do pobre rapaz que dizia: “Calma dona!” “Eu...” “Eu...” Quando percebeu já estava quase sem roupas e Silvana em cima dele na maior excitação. Não resistiu aquele “mulherão” todo em cima dele e deixou levar.
       Silvana realizou seu sonho, estava leve. O rapaz meio assustado, todo esfarrapado, mas satisfeito, esqueceu o que tinha que fazer e foi embora.
Um pouco mais tarde Zé Roberto voltava do trabalho e encontrava Silvana de banho tomado, de camisola transparente e um lingerie que ela costumava por quando eles estavam no fogo da paixão. Duas taças de champanhe na mesa. Silvana insinuava para Zé Roberto dizendo frases obscenas.
     José Roberto mais que depressa agarrou sua amada e nessa noite amaram-se como da primeira vez, com a diferença que nesta vez, foi na primeira vez. Silvana até acendeu um cigarro sabe se lá por quê. De certo vira em algum filme de Hollywood. O marido satisfeito olhava a esposa apaixonado, nem se deu conta do cigarro. Silvana também, depois de um acesso de tosse, jogou o cigarro fora e ficou longamente olhando o marido que pasmado olhava para ela. Minutos... Horas... Não se sabe quanto tempo depois Zé Roberto perguntou: “O rapaz veio?” Silvana ainda extasiada com tudo, respondeu: “Veio e obrigada pela surpresa!” Zé Roberto olhou para a televisão e: “mas ele não ins...” cortou a conversa. Silvana distraída: “Hã?” “Que foi?” Zé Roberto Disse: “Nada!” “Estou cansado!” “Vou tomar um banho e dormir.”
   Naquela noite Zé Roberto dormiu sem preocupação. No outro dia foi entender o que havia acontecido. Ele meio triste, mas com a certeza, de que de uma forma ou de outra a surpresa havia dado certo. E que Silvana não queria a instalação de uma tevê a cabo e sim o instalador. Acabou se conformando com o tempo, pois Silvana o fez esquecer com todo o amor que tinha para dar.
     Silvana não ficou com nenhum peso na consciência, pois fora Zé Roberto mesmo que havia feito a surpresa. Nunca mais teve sonhos libertinos e sempre amava mais seu marido que nunca mais fez nenhuma surpresa a ninguém para não ser surpreendido depois.
      Quanto ao rapaz, instalador de antenas, deixou esse ofício e foi trabalhar em uma boate. Cada noite faz uma surpresa para suas clientes, com uma fantasia diferente. Fantasia-se de bombeiro, médico, vaqueiro, mas a fantasia que ele mais gosta é de instalador de antenas, pois lembra a mulher mais quente e bonita de sua vida e que nem sequer sabe o nome. E por incrível que pareça nem perto de sua casa passa mais, temendo uma grande surpresa.  
        
Conto de Antonio Daniel do Carmo


 * Este conto é uma obra de ficção e as personagens são inventadas pelo autor, qualquer semelhança com a vida real será mera coincidência.
 Obs. Se realmente existe uma mulher como essa, pretendo ir na casa dela fazer qualquer serviço, até carpir seu lote.